terça-feira, 30 de maio de 2017

Bem-vindos, fofos vizinhos!

Chegaram vizinhos novos ao nosso andar. Mudaram-se este domingo, e eu temo pela sua sanidade mental. Não propriamente porque terão de conviver com família bonecal, sinalizada na Junta de Freguesia como estafermos chalupas, possuindo inclusivamente todos chip, para que todómundo alcochetano saiba sempre quando estamos, por exemplo, a comer sandes de coirato no Clube de Futebol, de modo que esse todómundo se possa pirar na direção contrária. Não, temo pelos novos vizinhos, porque, benzósdeus, resolveram mudar-se na semana do ano em que S. Francisco de Alcochete fica imprópria para consumo. Já adivinharam qual é, protozoários máilindos de vossa Boneca? Preciso de vos mandar pela enésima vez a este link?

Pois é, estes grandes queridos aqui da frente mudaram-se na semana da Grande Rambóia, do Mijanço na Porta da Garagem, das 430 Largadas de Toiros a horas indecentes e, este ano, do concerto do Jaimão e da Charanga das Fresquinhas, nada mais nada menos do que as...


Festas de Confraternização Camponesa!!!!!!

HELL 
MOTHERFUCKS YEAH FUCKINGS BITCHEEEEEEES



Não quero nem imaginar aquele casal de ar meigo, com dois mini-rebentinhos de chucha, na quinta à noite, todos repimpados já na cama a prepararem-se para se aninhar suavemente nos braços de Orfeu, quando de repente... há largada de touros e de velhas por toda a freguesia (a minha querida Dona A. incluída na secção geriátrica), todas aos gritos a chocalharem as próteses ao som do Jaimão, bandos de adolescentes tresloucados a mamarem jolas nas traseiras das nossas casas e a fazerem cagaçal até de madrugada, com Senhor meu Marido a ameaçar partir rótulas ainda mal formadas e jogar-lhes bacias de cagalhões de gato e também dos filhos, que os produzem em quantidade suficiente para estercar todas as hortas das redondezas, o fogo de artifício, os foguetes de alvorada, a banda filarmónica, os carrosséis, enfim... toda uma doideira para dar as boas-vindas aos inocentes cordeiros sacrificiais acabadinhos de aterrar nesta terra de trolarós. 

Desde já me voluntario para lhes ir bater à porta, oferendando-lhes um cabaz contendo erva gateira, bombocas do Ikea e um corta unhas, e lhes dizer que isto se estranha, mas depois acaba por se entranhar, e que para o ano custa menos. Até lá:



ROCK ON, MAIS AS VELHAS!!!

4 comentários:

  1. Viva a vizinhança, viva!
    Hoje os meus, devem querer deitar o prédio abaixo, dass palhaçada de obras infinitas.

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    1. Obras e vizinhos, combinação explosiva.

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  2. Mas adorei essas imagens. Velhotas cheias de fibra. :)

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    1. As velhotas daqui da freguesia dão 10-0 a muita malta nova!

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