terça-feira, 26 de setembro de 2017

Da série “flagelos de dimensão relativamente jeitosa para a humanidade"

De volta aos temas fraturantes, meus caros. E este está ali taco a taco com a problemática das pessoas que vão de fones e dão puns ou do flagelo das páginas conjuntas no Facebook.

É que eu não faço por menos: se é para discutirmos assuntos sérios, que escolhamos os verdadeiramente importantes. 

E é assim que surgem as portas das garagens que chiam muito.

(Solta o som do disco a riscar e um concomitante UATAFÂQUE)

Meus caros, vós nem imaginais o quanto este assunto pode aporrinhar uma pessoa de coração (e tímpanos) fraco(s): uma porta de garagem mal oleada provoca uma sensação de estar a ser esfregada no ouvido interno com um martelo pneumático descontrolado. E a nossa, em particular, alia ao som a parte física: eu tenho de praticamente fazer uma placagem em voo usando todo o meu peso para fazer que a dita deslize e ainda assim aquilo vai aos solavancos, por vezes travando a meio, projectando-me de dentes ao metal. Foram já várias as vezes que temi pela minha cremalheira.

Ora sucede que Senhor meu Marido, à falta de ideias melhores para utilizar um boião de vaselina industrial, resolveu, sem me avisar, barrar à bruta toda a porta da garagem com aquela gorduranga. Não satisfeito, decidiu esfregar aquilo também na calha do chão.

Sendo assim, agora deixo à votação do mui prezado leitor o que de seguida se passou:
a) Boneca Maria de Deus ensaiou o mesmo movimento de sempre e jogou-se em voo feita louca contra uma porta que deslizou que nem manteiga, e espetou-se, juntamente com a porta em concertina, contra a parede, tendo sentido os dentes a bater dentro do cerebelo;
b) Alínea acima + mandou um slide na vaselina da calha do chão;
c) Ambas as alíneas acima + agarrou-se na pega da porta sem chegar a cair, apenas levando a cabo um bailado frenético da cintura para baixo, assim como quem se atira para cima de uma passadeira já a bombar nos 13. De patins;
d) Todas as alíneas acima, mas com a imensa graciosidade que lhe é característica, consegue manter o equilíbrio e ainda faz um plié e um pas de deux, para disfarçar ante o vizinho espanhol que está especado a ver se acontece estropiamento.

Agora faites vos jeux e dizei de vossa justiça. Uma coisa vos afianço: depois de ter passado com as rodas do carro por cima daquela nheca, juro que fiz toda a viagem com medo que o bólide se me derrapasse assim de ladecos e capotasse, semelhante a oleosidade. Pior que a cabeça do Ronaldo antes de usar o Linic.

10 comentários:

  1. Não se faz, Boneca! Uma pessoa aqui no trabalho a tentar manter a compostura, a tentar parecer um pouquinho séria e pimba! Leva com um texto destes. Quase abafava a tentar segurar o riso. Ainda morro... E a culpa é tua! :D :D

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  2. Eu voto na d).
    A minha intuição manca diz-me que a boneca é boneca para fazer um plié e 3 piruetas no final de todo o estardalhaço.

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    1. E ainda acrescentei um “TCHARÃAAAA!!!”

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  3. D) porque tem que haver sempre alguém a ver estas pérolas!!!

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    1. Eu, se cobrasse bilhetes para estas mini-performances, já estava rica.

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  4. :-)))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))) vou ali respirar. já volto.

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