terça-feira, 5 de setembro de 2017

Eu atraio maluquinhos #25

No seguimento da história já vivida com esta senhora, narrada neste post, venho congratular-me por ela se ter cruzado novamente no meu caminho, permitindo-me fazer uma espécie de Suporte Básico de Vida a uma rubrica que já considerava um tanto ou quanto moribunda. Das duas uma, ou eu gastei o stock de maluquinhos do eixo Baixa-Chiado/S. Francisco de Alcochete, passando pelo Samouco e fazendo uma revienga no Montijo, ou eles são tímidos e fogem quando me vêem, com cagunfa de aqui serem imortalizados.

Assim sendo, pelos vistos vou reciclar um maluquinho. No caso em apreço, uma chalupona que se volta a cruzar comigo e ensaia novamente um daqueles olhares penetrantes, bem incomodativos, enquanto esperamos para sair do barco. Mas de tal forma é insistente que percebo que até uma outra companheira de barco nota que ela está especada a olhar para alguém e decide ver para onde. Mas desta vez já não me apanhou desprevenida! Sabendo do que a casa gasta e, numa atitude extremamente adulta e madura, decidi coçar minha face com um belo e luzidio pirete, bem do alto do meu dedo do meio, extremamente bem manicurado e com umas cutículas impecavelmente hidratadas com óleo de cheiro a morango do Ribatejo. Ora isto afigurou-se um dilema para a chalupeta fluvial: se mostrasse indignação, desviando consequentemente o seu olhar de boga, reconheceria que estava especada a olhar para mim; se continuasse a olhar teria de enfrentar um pirete que neste momento serpenteava por minha bochecha espetacularmente maquilhada com um blushzinho de tom pêssego das Beiras, ora apontando para ela, ora abanando a caudinha qual Teijo depois de ter estado em cima do Sinupe. 

Modéstia à parte, efetuo um belíssimo pirete: devido a uma condição de que padeço, intitulada "hipermobilidade articular", consigo - entre outras façanhas dignas de Cirque du Soleil - dobrar apenas as cabeças dos dedos, mantendo o resto do dedo firme e hirto que nem uma barra de ferro. Ora imaginai a categoria de bonequinho soviético que eu perpetro com este dedo meio mongo. É o número um dos piretes, o pirete máilindo da Margem Sul. É um piretezão!!! Pirezetão esse que Sôdona Maluquinha teve de gramar a dançar, chocalhar e acenar durante uns bons 48 segundos. Ilustro esta afirmação com o próprio, em todo o seu esplendor:


Se depois disto a estaferma voltar a ficar pasmada, terei de recorrer a medidas mais drásticas. Mas essa tática só poderá ser levada a cabo num dia em que tenha ingerido uma feijoada. 

8 comentários:

  1. Só podemos concluir que, 3 anos depois, continuas como os helicópteros ("gira e boua", como dizem os trolhas cá de cima) e que o espécime continua a precisar de vaselina no cotovelo. :D

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    1. Ou a gaja continua estúpida que nem um alguidar.

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  2. Esqueci-me de dizer, mas essa capacidade de dobrar só as pontas dos dedos é muito WTF! E que "piretezão" é uma palavra do caraças.

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    1. Entretanto no Instagram estou a descobrir malta com a mesma capacidade (e a receber fotos hahaha). É uma capacidade que dá muito jeito para animar tardes aborrecidas, ou para mostrarmos quando estamos com os copos.

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  3. Hahahahaha havias de ver aqui a ti Ju e seu mais que tudo, na varanda com bela vista de mar, a ver se algum conseguia um pirete como o teu... claro que não... nem de perto ! Bjinhos 😘

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    1. Aaaawww, adoro os meus velhotes a treinar piretes! ❤️

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  4. Olhe que ela deve ser lesbica e a acha-te muita piada! - SNeves

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    1. Se é assim que ela engata, não deve ter muita sorte...

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