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sexta-feira, 28 de abril de 2017

Assuntos pungentes

Urge refletirmos em conjunto, enquanto nação, sobre a temática fraturante das pessoas que vão de fones e dão puns, mas como não os ouvem, acham que está tudo bem. Trata-se, portato, de um tema pungente (#badumtsssss). Calhou-me testemunhar esta situação e não ter tido coragem de me insurgir contra o rasgador de ganga. Porque sou uma alforreca inútil, e também porque tive medo de me aproximar demasiado do cogumelo atómico, de ser apanhada no raio de ação do traque, que - todos sabemos - causa hiperpigmentação da pele e problemas de âmbito renal.

Posto isto, permitam-me que vos esclareça - sim, a vós pessoas que enfiam umas cenas nos ouvidos e morrem para o mundo em redor - que o mundo em redor continua a rodar e - à exceção dos cidadãos que efetivamente possuem problemas auditivos - levar com uma saraivada de 25 de abril uns dias após as comemorações não é fixe. Sobretudo quando depois não há a iniciativa catártica de se assumir o ato. Ou sequer um vislumbre de que se sabe que a sonoridade foi ampla e se projetou num raio de pelo menos 6 metros e meio em todas as direções. 

Tenhamos presente, pois, que nem sempre os flatos vêm de pantufas. Às vezes envergam aquelas chancas bem feiosas com sola de madeira, que fazem um cagaçal do demónio nos tacos e incomodam os demais. Se bem que entre as chancas e os jagunços, venha de lá uma manada em fúria calçada com as ditas.

Ah, e cautela, caros castigadores do poliéster! Acaso um destes dias um desses vossos ninjas venha com molho, será tarde de mais quando derem por isso. Quem vos avisa, vosso amigo é. Cá beijinho.  

quarta-feira, 19 de abril de 2017

Ou engordo ou parto os dentes às velhas (se estas ainda os tiverem)

A minha querida Dona A., que me limpa a pocilga há sensivelmente 15 anos, não tem filtro naquela língua. Não raramente diz - com todo o carinho - "os cabrões dos miúdos têm os quartos todos cheios de Legos no chão. O cabrão do meu neto faz o mesmo, grandes cabrões, que são uns desarrumados." E remata com um "TÓ!", não fosse ela montijense de gema. 

Um destes dias, estava eu a debater-me com um casaco mais justo, quando percebo que ela me observa e brinco:
- Estou gorda, Dona A., já nem entro no casaco!
- Não seja maluca, menina, que está muito bem. Então quer ser mais feia do que o menino Rui? Olhe que as minhas amigas já andam de olho nele, eu é que lhes digo que vocês fazem um casal bonito. Mas elas dizem que ele é mais bonito que a menina.
- Então mas as suas amigas andam a olhar-me para o marido?!
- Sim, quando ele sai com os meninos de manhã, vai tudo à janela do café. Por isso, deixe-se estar assim, porque senão ainda fica sem ele.

Bem, procedamos a uma recensão crítica de toda esta parvoíce e tiremos as respetivas conclusões:
1) Tenho luz verde para enfardar chouriças e grão com mão de vaca como se não houvesse amanhã: é uma questão de salvação do meu casamento, que eu não sabia estar em perigo devido a um bando de sexagenárias tesudas;
2) Pensando bem, as sexagenárias são as piores da escala dos números cardinais: pessoas que apresentem o prefixo "sex" e consigam tirar os dentes deverão seguramente possuir truques que desconheço; 
3) Olha'mas p&tas das velhas, hein? Logo às 8 da manhã no café a fisgarem os homens que passam! No meu tempo, as avós faziam naperons para enfeitar a parte de cima da TV ou para cobrir o rolo de papel higiénico;
4) Tenho de ter uma conversa com Senhor meu Marido, não vá ele andar a desfilar a bambolear-se para as velhas da vizinhança, provocando-as com suas feromonas gostosas de macho alfa procriador, exibindo os meus filhos como troféu de sua virilidade;
5) E se é a própria Dona A., divorciada e quiçá assanhadona, que quer arrefinfar dentadonas em cônjuge bonecal e está só a apalpar terreno a ver se a nossa relação é sólida?! Sendo que "apalpar o terreno" será mesmo o que mais deseja?! Eu bem vejo a fúria com que ela maneja o aspirador, aquilo toda nua deve ser um louco vulcãozinho prestes a entrar em erupção! (*contém o refluxo*)
6) Estou a ter um Flash Gordon com a maluca da outra empregada que tive, que uma vez me disse que estava com calores porque tinha visto o mêhome em tronco nu quando "sem querer" espreitou para dentro do quarto.
7) Já não se fazem senhoras da limpeza como antigamente, daquelas que chegavam, calçavam os nossos chinelos, comiam as nossas últimas fatias de fiambre, limpavam a casa, lavavam os dentes com a nossa escova, passavam a ferro, mamavam-nos os rebuçados de café e iam à sua vidinha!

Em suma, os 60 são os novos 20 no que à badalhoquice geriátrica concerne, por isso, agarrai bem os vossos homens se virem a Brigada Lindor Anatómica a beber meias de leite e a comer torradas à bruta logo pela manhã: seguramente estão a conspirar para vos destruírem o lar e procederem a gang bangs com vossos cônjuges, as porcas. 

Eu cá já estou de olhinhos bem abertos e de garras afiadas. E nem pensar que o deixo sozinho em casa com a condutora assalariada da mopa. É que nunca fiando.

quinta-feira, 30 de março de 2017

LOL

Vou dar-vos uma notícia para a qual, temo, não estejais preparados. Tentai ser fortes. Ora cá vai: há pessoas que verbalizam acrónimos.

Oi?!

Pois há, meus caros. Tenho um destes verbalizadores de acrónimos acoplado ao meu agregado familiar e sou obrigada a sustentá-lo. Acontece que esta pessoa tem desculpa: possui 11 anos, ou seja, é basicamente uma criatura inimputável. A mesma desculpa não terão adultos com pêlos púbicos e ensino básico completo. Quero com isto dizer que não há qualquer motivo plausível para alguém que não sofra de alguma patologia esquisita proferir em voz alta a palavra LOL (que soa a algo como «lóle»). Porque se acham que têm direito a esta imbecilidade, vou passar a exigir que digam algo como "era um café vírgula se faz favor ponto final", "importa-se de me dizer as horas ponto de interrogação". Ou passemos a cantar as siglas. Ou a bater palminhas de cada vez que se recorre a uma figura de estilo. Há imensa palhaçada até bem mais erudita que podemos perpetrar, sem recorrer à verbalização parvinha de acrónimos.

Ai, mas oh Boneca, luz de nossas vidas, que estavam nas trevas até teres por elas adentro entrado, esses teus exemplos também são parvinhos. Olhem, quero cá saber, quem diz é quem é. Bem basta já ter de aturar isto por escrito:

réchetégue mãe sofre.


Dâbliu Tê Éfe, pá.

terça-feira, 14 de março de 2017

Viagem ao mundo dos transportes públicos

Senhores, é numa espécie de exercício de catarse que decidi dividir por categorias os meus compinchas de viagens em transportes públicos. Só quem os frequenta é que sabe o que lá se passa: uma realidade paralela em que só sobrevive o mais forte, leia-se, com melhores tímpanos, com mais problemas no âmbito do olfato e com nervos de aço. Ora ide aqui à minha crónica da Visão online desta semana e leide. Lede. Lady.

Dores. Tenho muitas. Assim tantas

Começarei este texto com um mantra, que repetirei até me passarem as dores que só não possuo nas pestanas: "Não mais estarás dois meses sem treinar. Não mais estarás dois meses sem treinar. Não mais estarás dois meses sem treinar, minha grandíssima texuga."

Como já devem ter percebido, estive, mais dia menos dia, dois meses sem botar os cascos no ginásio, por razões várias, entre as quais muito trabalho e uma tremenda camada de preguiça. Preguiça daquela que não me dá no âmbito das mandíbulas, porque, valha-me Deus, se eu comi. Enfardei. Agarrei em queijinhos de ovo da Alcôa, que agora abriu no Chiado, e esfreguei na cara e nos cabelos e nos olhos. O. K., não fiz isso, mas foi só mesmo o que faltou. 

Resultado: o regresso ao ginásio deu-se da forma mais dolorosa que se possa imaginar. Juntei-me a outra lontra (esta ainda uma lontra baby, sem a minha experiência) e lá fomos as duas alegremente fazer uma aula de Body Pump para desenferrujar. 

Acontece que há um santo padroeiro dos desportistas de ginásio: é o São Prudêncio Tibúrcio (como percebem, é a origem da sigla PT), que protege quem treina, mas solta a sua ira contra quem está mais do que quatro dias sem agachar. Vai daí, este santo, lá em cima a ver quantas séries de leg presses a malta aguenta, bate com os olhos nestas duas palhaças, todas contentes, tralala, bora lá fazer uma aulita. Com um raio de poder divino resolve então fazer-lhes a vida negra e transformar-lhes os pesos de 2,5 kg em 3 toneladas. Elas, inocentes, e para não dar parte de fracas perante o resto da turma, resolveram não adaptar o peso à sua condição de quase acamadas, dando uma de valentes, oh para nós que ainda ontem a fingir que lhe demos forte e feio nos burpees e hoje já estamos aqui confiançudas a treinar costas com 6 kg de cada lado da barra. Acontece que, lá de cima, S. PT topa tudo e maltratou as miúdas. A miúda e uma quarentona, pronto. 

Resultado: há quem hoje não se consiga mexer. Há quem tenha lavado a cabeça baixando-a até ao nível dos braços por não conseguir levantá-los. Há quem, na verdade, não esteja assim tão bem lavada. Há quem lhe doa ao respirar. E ao sentar. Há quem tenha começado o dia a trocar mensagens com uma companheira de desgraça cujo conteúdo apenas versava assim:

Apaguei a asneira, por respeito a Mãezinha.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

Atão? Ainda posso falar do Cinquenta Sombras?

Meus caros, num verdadeiro exercício de contra-informação, venho por este meio, e com o mau feitio que me é característico, contrariar-vos.Tudo a pensar nos Óscares e eu, pimbas, Cinquenta Sombras Mais Escuras ou lá como se chama o segundo filme da saga Grey, que merecia a nomeação de melhor incentivo à trungalhunguice para pessoas que não têm acesso à Internet, nem TV, nem Netflix, nem mesmo a uma telefonia daquelas a pilhas.

Começo por vos deixar o link para as minhas impressões do primeiro filme, para comprovar como as coisas mudaram dois anos depois: peguem. Depois, uma palavra de lamento pelo atraso da recensão, mas, obviamente, tive de esperar pelas férias dos putos para conseguir ir sozinha com Senhor meu Marido ao cinema. Então, cá vai o que retive:

- Pelo menos este ano pouparam os espetadores aos anúncios semi-porno antes do filme, o que foi uma vitória. Coisinhas normais, como carros, crédito a taxas supimpas e um anúncio da Nos que, se não tivesse o meu querido Nuno Lopes como protagonista, me teria feito arrancar os cabelos da pessoa da frente por ter durado uns 10 minutos;
- Pessoa da frente essa já com os seus 80 anos bem tirados, ladeada pelo que parecia a filha e a neta. E aqui começou a vergonha alheia. Senhores, é o que de mais parecido há em ver pornografia com a avó, pá. Menos! Dei por mim a postos para lhe fazer uma manobra de Heimlich, seguida de 30 compressões e 2 insuflações, jogando-a depois em PLS caso desse uma camueca à velha ante as cenas quase explícitas de amor em oralidade de esforços (se é que me entendem, vamos ver de quantos eufemismos eu serei capaz para não dizer aquela palavra que acho bem feiosa que rima com pirete);
- Já não vamos para novos, e novas preocupações nos surgem ao vislumbrar o moço a esfregá-la com óleo e esparramá-la na cama: é que aquelas nódoas são do camandro para tirar dos lençóis, qual será o produto utilizado, pergunto eu? 
- Outra prova que a idade nos está a afetar: estivemos mais na galhofa do que sossegados a ver o filme. Aliás, aquilo pareceu-me tão pouco sensual que dei por mim a fazer piadas parvas e a rirmos que nem perdidos, como na parte em que ele a manda tirar as cuecas quando estão à mesa de um restaurante: "Olha, assim com um vestido também eu, queria vê-la a fazer aquilo com calças de ganga, pá!" 
- Durante o pedido de casamento, terei alegadamente soltado um "estás a ver como se faz, oh palhaço?" para meu marido, que não prima propriamente pelo romantismo;
- De notar o upgrade não só ao cuecame da protagonista, que passou dos sacos de pão para algo mais compostinho e visualmente menos agressivo, como também à depilação, já sem tufos à vista (terá havido reclamações?);
- Igualmente o upgrade à natureza explícita da coisa: muito contacto quase in your face (HA! Que bela piadola!) de chavascal oral mas na vertente ele-para-ela, porque admito que seria talvez demasiado "pra frentex" uma sinfonia de trombone em dó maior e lá se me ia a velha da fila da frente, que não havia Suporte Básico de Vida que lhe valesse;
- De resto, um bela banda sonora, que não consegui apreciar devidamente derivado da minha própria chinfrineira pipocal: é que OH MEUS AMIGOS!!! Atão ninguém me avisou nestes 40 anos de vida que havia esse manjar dos deuses que são as PIPOCAS MISTAS??!! Foi preciso vir a minha amiga yAna e apresentar às minhas papilas gustativas todo um novo mundo de prazer?! Pois fiquem sabendo, os gemidos e chiadeira que se ouviam no Fórum Montijo não eram do filme, mas das minhas glândulas salivares!
- No final da noite, o filme sempre serviu para apimentar as coisas lá por casa: vesti a minha melhor lingerie, aproximei-me com ar lânguido de meu cônjuge e sussurrei-lhe ao ouvido "Gostoso, vamos replicar aquela cena que o Grey fez à Anastasia?" E ele, já doidão, pergunta-me "Qual?", e eu, a não aguentar de antecipação, respondi, já ofegante, "Aquela em que ele lhe transfere 24 000 euros para a conta!" 

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

Carta aberta a um conjunto aleatório de matrafonas

Caro conjunto aleatório de matrafonas,
Bem sei que está a chegar a vossa altura preferida do ano, aquela que me dá vontade de i) varrer todómundo à catanada e/ou ii) me enrolar em posição de caju debaixo de um edredão e esperar que passe. 

Bem sei que vocês ansiaram todo o ano pelo momento em que vão poder espremer-se para dentro de umas leggings tigresse dois números abaixo do vosso, sob o pretexto de estarem mascaradas de rececionista de casa de alterne e ser Carnaval e ninguém levar a mal. Acontece que toda a gente leva a mal, apenas não tiveram coragem de, tal como eu estou agora, tentar chamar-vos à razão por meio do insulto e do enxovalho. 

Toda a gente já percebeu que, dada a roupa que envergam nos restantes dias do ano, no fundo, vocês gostariam de andar nessa figura sempre. 

Toda a gente já percebeu que, criadas as condições, grupo aleatório de matrafonas, vocês soltam a Katiuska Krystal que há dentro de vocês. 

Por isso, deixo o meu apelo: larguem de ser palermas e visualmente desagradáveis.  

Para não dizerem que tenho mau feitio e que só sei criticar e que já me viram inúmeras vezes envergando o padrão do demo, deixo algumas atividades que poderão realizar fazendo uso das leggings que vos fazem parecer salpicões de Lamego com 15 dias de montra, agredindo os olhos dos mais incautos até estes sangrarem:
1 - Usar as ditas leggings para, de facto, realmente, fazer chouriças, que terá sido o propósito que o senhor Deus pensou originalmente para elas, quando as criou, imediatamente antes das tripas enfarinhadas e logo após os farinhotes da Guarda (#muitafortenageografiadosenchidos);
2 - Pendurar-lhes um guizo na ponta e brincar com os gatos;
3 - Usar como pano para limpar os vidros, que diz que o poliéster, por não largar pelo, limpa que é uma beleza;
4 - Usar para tapar aquele buraco incomodativo da casa de banho por onde saem as traças;
5 - Enrolá-las à volta de um tomate congelado e arremessá-las à tola do cão do vizinho que ladra a noite inteira;
6 - Se fizerem mesmo questão de as usar no Carnaval, fazer-lhes buracos para os olhos, nariz e boca, enfiá-las na cabeça e ir de oncinha para a rua.

De nada, depois não digam que não tento ser inclusiva e tal.


quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

Diz-me quem és, que eu logo vejo como falo contigo

Caríssimos, a minha crónica desta semana na VISÃO online versa sobre uma condição de que padeço e que dá pelo nome de "capacidade extraordinária de adaptação sonsa e ocasionalmente contrariada ou mesmo interesseira do discurso ao interlocutor". Tenho a certeza que há muitos de vós daí desse lado que padecem do mesmo e fazem o designado mutatis mutandis à bruta. Quem nunca, hein? Ora ide lá aqui, a este link amoroso, com umas cores giríssimas, assim em degradé luminoso com subtons de ipsis verbis.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

De pernas escancaradas

De volta aos grandes temas da atualidade, meus amigos, como é meu apanágio. Àqueles que nos fazem pôr a mão na consciência, refletir sobre a nossa própria existência e uma outra frase que também acabe em "ência". Este tema fala-me ao coração, porque possuo um camionista dentro de mim (e, já o disse, está alojado ao nível das ancas), que gostaria de sair de quando em vez na hora de coçar variadas comichões em público e sem pudor, de arrotar após beber uma Coca-Cola Zero de penalti (a quantidade de camionistas que bebe Coca-Cola Zero... upa, upa), e - mais importante e fraturante e elefante (aguentem, hoje estou virada para a métrica em rima) - de se sentar badalhocamente.

E em que consiste isso de nos sentarmos badalhocamente, perguntam vocês, já ansiosos ante a perspectiva de saberem o que é sentar-se badalhocamente para depois procederem ao ato de se sentarem badalhocamente daqui para a frente, minha gente intermitente?

É como todos os homens fazem, porra! Os sortudos! Mulheres, parem lá um bocado de limar as unhas e observem os homens à vossa volta. Acaso não estão eles sentados como se no lugar dos tintins tivessem duas comadres que não se falam há anos derivado de uma delas num Natal ter dito que o marido da outra era um bocado matarruano e vai daí a relação nunca mais foi a mesma, ainda que entretanto já tenham enviuvado as duas? Parece, pois parece? Tenho para mim que há mulheres que a parir abrem menos as pernas. Que precisem de refrigerar o tomatal, tudo bem. Agora, caramba, já vi espargatas mais fechadinhas.

Outro exercício: ponham uma mulher no mesmo sítio, na mesma posição. Pois, é uma porca ordinária e está badalhocamente sentada. 

NÃO


DIREITO

PONTO.

E é assim que eu, abaixo-assinada, indignada e peixe-espada, venho por este meio apresentar às mais altas instâncias a seguinte petição:

Juntas pelo direito de sentar badalhocamente
Juntas pelo direito de as pernas escancarar
A minha tia que mora no segundo frente 
As suas partes baixas também gostaria de arejar!

Quem está comigo? E me oferece um ombro amigo? E me limpa o cotão do umbigo?

Unidas venceremos. Agora vou ali deitar-me um pouco, que me está a parecer que comi maionese estragada. 

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

Uma palavra de repúdio para os géis

Ou para os geles, é como lhes queiram chamar. Repúdio, é o que possuo cá dentro. O meu âmago está eivado de ódio pelo meu gel de banho. Eivadinho como vocês nem imaginam. A vida é, de facto, uma montanha-russa de emoções: num momento estás feliz, de bem com ela, antecipando uma agradável lavagem corporal, no momento seguinte estás semi-estropiada de bruços na banheira, mas não sem antes teres levado com um pesado chuveiro em cheio no lombo. E dois gatos observam-te, impávidos, cabeça tombada para o mesmo lado, comunicando com o olhar "Não sabemos como te dar esta notícia, dona amada, mas estás sozinha em casa e seguramente não seremos nós que te vamos aí socorrer. Até porque estamos aqui a gozar o prato, derivado da beleza de espetáculo acrobático que proporcionaste. Não percebemos é por que foste gastar dinheiro num túnel para felinos, se a fasquia do entretenimento neste agregado familiar já atingiu estes píncaros." (Cachucho Miguel e Ginjinha Sofia são de uma ímpar eloquência com o olhar.)

Caros amigos, eu podia neste momento estar a digitar apenas com dois cotos, semelhante o grau de quase-estropiamento de que padeço. Eu estive a milímetros de ter escavacado furiosamente a cremalheira, fraturado violentamente as duas perninhas que Deus me deu, escangalhado atrozmente o cóccix. E tudo porquê? Porque uma alminha - a quem desde já desejo com todas as forças que me restam que no futuro próximo padeça de um furúnculo bem purulento na nalga esquerda - decidiu que seria modernaço inventar um gel de banho com óleo incorporado. Ai, porque assim hidrata logo. Ai, que as lontras preguiçosas não mais terão cútis que parece lixa, nem essas que não têm pachorra para se barrar de creme e depois vestir o pijama que se vai colar, todo peganhento, à pele, sim, até essas, com esta brilhante invenção, já sairão devidamente moisturizadas de seu banho. (Sim, provavelmente inventei este verbo, mas acho que ganhei esse direito!)

Mas!!! O preço a pagar é elevadíssimo, máfrendes! Demasiado alto para o aporte de hidratação prometido. Acaso me tivessem perguntado: "Doce de nossas vidas, preferes sair do banho já luzidia e macia, ou escorregares na merda do gel que mais parece manteiga no tapete da banheira, tendo alçado as palhetas, arreado com um pé no cabo do chuveiro, arrancando-o do gancho e causando a sua queda desgovernada em cima de teus costados, adicionando a isso também algumas embalagens e frascos que teimas em amontoar à beira da banheira e que resolveram juntar-se ao motim contra a tua pessoa? O que preferias, hein, coisa máilinda e agora máilesionada de seus leitores?"

Eu até vos respondia, mas dói-me demasiado o.. como é que se chama isto aqui de lado? O ego, é isso.


Nota da redação: ainda assim, não sei se bato Senhor meu Marido neste tralho épico.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

Beijo na bochecha ou mero encostanço de face?

Hoje traz-me até vós uma temática que me preocupa e, arriscaria dizer, aporrinha valentemente. E o que te aporrinha valentemente, perguntam vocês, já de lágrima no olho, por antecipar uma valente aporrinhação? O que me aporrinha, de facto, valentemente é a dicotomia presente nas relações sociais "arrefinfar um beijo vs. meramente encostar a bochecha" aquando de um cumprimento. Esta é uma problemática ausente das sociedades germânicas, onde apenas se trocam frios e fugazes apertos de mão, dos esquimós, onde apenas se esfrega o nariz, ou das comunidades de lamas sul-americanos, onde uma valente escarreta no meio da testa é o meio comum de cumprimento. A não ser que seja a sogra do lama: essa recebe uma lambadona bem assente na tromba. Isto é que é saber viver, c'um catano, estes camelídeos é que a sabem toda.

Esta situação aporrinha-me, portanto, valentemente, porque não sou muito dada a contacto físico com pessoas em geral. É mesmo assim, não gosto cá de beijinho e nhonhonhó, por mim era tudo corrido a escarreta. Ou vá, a um aceno de mão acompanhado de um "tá-se?" e pronto. Não podendo, e fazendo um esforço de convivência com os demais humanos, sou das que encosta a cara num cumprimento. Acontece que nem toda a gente está no meu cumprimento de onda. E é aqui que entra em cena a valente aporrinhação: uma pessoa, num gesto temerário e de abnegação, dá a cara, e é brindada em sua cútis hidratada e magnificamente maquilhada com um chocho não raramente barulhento e com laivos de humidade. 

BLHÉQUE.

Venho, assim, aproveitar este fórum público com uma audiência de 6 pessoas por dia para ministrar um workshop sobre desnojificação de cumprimentos. Na primeira fila estará Senhor meu Marido (que aprenderá - nem que seja à força, porra - que só poderá perpetrar essa atividade do demo para com sua cônjuge amada), todas as avós e tias-avós do planeta (estudos demonstram que quanto mais velho e com mais bigode, mais babosos e ruidosos são os beijos pespegados em bochecha alheia) e demais interessados que queiram ampliar os seus conhecimentos. O Módulo 1 chamar-se-á "Desumidificação de beiças pré-osculação"; o Módulo 2, com a participação especial de um fisioterapeuta, será designado por "Identificação de potenciais contraturas no pescoço responsáveis pelo não oferecimento da cara", e o Módulo 3 terá exemplos práticos com crash test dummies cujas bochechas serão previamente esfregadas com soda cáustica.

Assim, pessoas babadas na zona infra-ocular, unamo-nos. Oferendemos vouchers para participação no workshop supra, protejamos a nossa epiderme das pessoas de boca voraz e hiperativa. Abaixo os beijos nhenhosos na bochecha! Vivam os meros e delicados encostanços de face! Morte aos fascistas!!! (Pronto, vou ver se me acalmo)

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Ser mulher é tramado

E há dias em que o sinto particularmente na pele. Na Visão online, desta feita "dissertei" sobre a minha dificuldade em escrever uma crónica. E Senhor meu Marido não ajudou, propriamente. Estafermo.

terça-feira, 3 de janeiro de 2017

Férias, angústias e planos para 2017

As férias foram boas, pessoas queridas de minh'alma. Há muito que não fazia nada durante tanto tempo. Muito Narcos, muito petisco fora de casa, muito pêlo de gato, muito grito de crianças, como se quer. Sobretudo, os meus pais puderam não ter netos durante uma semana, que também merecem e precisam do descanso.

Máinovo continua gaseificado e a envergonhar-nos a cada cem metros, como quando diz que "A Mãe gosta muito de Queca-Cola", ou quando grita "Pákuuuuuu!!!" (aludindo à famosa modalidade de andar por paredes e galgar obstáculos). Já Máivelho, que se tinha proposto juntar dinheiro para uma Playstation (ato que muito louvei e incentivei), foi bem sucedido e ficou imensamente feliz (e nós com ele).

Sei que não ando a publicar textos com a mesma frequência, mas dei por mim angustiada quando determinado texto não tinha vertente humorística. Ou seja, percebo agora que me desviei do objetivo original deste blogue, que era basicamente um diário dos acontecimentos da família e/ou registo das tiradas dos miúdos. Pelos vistos, isto descambou para a parvoíce (I wonder why...), e quando tenho algo mais sério e sem graça, temo que já não tenha cabimento por aqui. Enfim, não há de ser nada. Espero que a minha relação convosco, meus leitores, se mantenha firme e hirta e que me aguentem os acessos quer de parvoíce, quer de seriedade. E, atenção, aguentem, que vai haver, enquanto eles forem assim fofos, muita foto de gato. Porque, lá está, o pardieiro é meu e não faz sentido eu abster-me de partilhar o que me faz feliz no momento, não é verdade?

Cá beijinho a todos.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

Wonderland Lisboa - um estudo sintético, rigoroso, e de certa forma contumelioso

À semelhança de outras 379 famílias, decidimos dar um pulinho até à Wonderland Lisboa, no dia 30 de dezembro. Dessa visita decorreu um estudo analítico que publicarei sob a chancela de uma conceituada editora anónima, num dia a divulgar oportunamente. Para já, divulgo em primeira-mão as conclusões mais importantes e, quiçá, abstrusas:

- Saí de lá absolutamente convencida de que aquela malta não tem festas da respetiva freguesia à razão de uma por trimestre: por que outra razão se sujeitariam Homo sapiens a filas para absolutamente tudo? Desde o algodão doce à roda gigante, passando pela pista de gelo, as farturas e os casacos coloridos feitos por gnomos nas grutas de Mira de Aire. Para tudo havia uma fila gigantesca, e aparentemente as 5600 pessoas que por lá andavam acharam que percorrê-las uma a uma seria um programa supimpa de sexta-feira. Já esta Boneca que vos fala, não;
- Haverá sempre, como em todo o lado onde há ajuntamentos, pessoas que se apresentam um pouco desajustadas face ao ambiente. Ou então o mal é meu, que não percebo uma ida à "feira" de salto alto, vestido e casaco de peles como se fossem para o revelhão do Salão Preto e Prata;
- Correr na relva não custa dinheiro e faz as crianças felizes: Máinovo rebolou, espojou-se e encardiu-se relva acima relva abaixo, percorrendo seguramente mais do que 40 km no parque Eduardo VII. Ficou mais contente do que se tivesse andado em qualquer uma das diversões. E não tivemos de esperar 1 hora na fila;
- Já Máivelho, decidiu treinar cambalhotas e pinos no dito relvado, esquecendo-se da velha máxima da Física segundo a qual "esbardalhar-te-ás violentamente de queixo no chão e praticamente fraturarás os dois bracinhos se resolveres fazer o pino numa descida";
- Algodão doce? Farturas? Pipocas? Não. Família bonecal saiu de lá com 4 queijos de cabra. Cada um é para o que nasce. 

Voltem, festas da freguesia, estão perdoadas.

Criança encardida, criança renascida.

sábado, 31 de dezembro de 2016

Balancemos, irmãos, neste fim de ano

2016 foi o ano em que o meu pai foi operado e começou a mostrar francas melhorias. Nunca o vi comer tanto: aos 63 ganhou barriga, vejam só! Foi o ano em que trabalhei mais desde que me lembro e em que comecei a sentir o peso do trabalho (e da idade) nas costas e nas articulações. E também em que me capacitei que tenho de deixar de me sentar no sofá toda torta e com os pés em baixo do rabo. Foi um ano de grandes mudanças para os miúdos, deslocalizados para um mundo menos protegido e cor de rosa: o da escola pública. E foi a melhor decisão que tomámos: estávamos em pânico com a alteração radical, mas correu tudo pelo melhor e eles estão felizes e com o dobro dos amigos. Os de antes e os de agora. E as notas de Máivelho continuam ser um orgulho para mim. Ano em que Máinovo apreendeu a falar comme il faut, o que me deixou um travo agridoce: por um lado, satisfação por ele estar a crescer. Por outro, alguma nostalgia pelo desaparecimento do meu bebé. Ano em que fomos a Madrid ao Parque Warner (e no post respetivo mandei, pela primeira vez, um anónimo à bardamerda) e nos enfiámos 6 horas de carro com duas araras loucas. Ano em que eu achei que cometia duplo infanticídio. Ano em que Máivelho fez 11 anos e já não quis uma festa daquelas em que eu precisava de tomar Xanax 2 horas antes. Ano em que me mudei da NiT para a Visão online, sem que tenha havido qualquer tipo de desaguisado, apenas vontade de abraçar um projeto novo. Ano em que fiz uma festa de arromba para festejar os 40, reunindo amigos de várias gerações (mais Mãezinha e Paizinho, que não podiam faltar), num dia que não esquecerei nunca (a não ser que me dê um ataque de Alzheimer, mas aí nada a fazer, né?) Ano em que saí (ainda) mais do anonimato, a convite da minha querida Marta (Coolunista), para um vídeo pleno de palermice. Ano em que uma amiga, com muita tristeza minha, levou um post meu sobre festas infantis de forma literal e se zangou comigo por achar que estava a fazer pouco do trabalho que tinha investido nas comemorações. Ano em que adotei dois pompons do mais fofo, que vieram trazer um jerrican de alegria a este agregado familiar como nunca pensei. Ano em que reencontrei um primo que não via há quase 30 anos. Pena que tenha sido no funeral do pai dele (Definitivamente, a geração mais velha está toda a ir-se.) Ano em que ouvi de Máinovo "És a pessoa que está em primeiro lugar no concurso do meu coração" e chorei. Ano em que, pela segunda vez, o meu irmão e a minha cunhada não puderam passar o Natal connosco. Ano em que, sem que lhe tenha sido pedido, Máinovo decidiu imitar o avô mais velho da família, que faz sempre um discurso para brinde no dia de Natal, pediu a palavra ("Mãe, porque são só os mais velhos que fazem discurso? Posso fazer?") e deixou todos de lágrimas nos olhos ao dizer que estava muito feliz pela família, pelos presentinhos, e que desejava a todos um feliz Natal. E terminou dizendo que ninguém lhe havia pedido para falar, "fui eu que pensei com o meu cérebro e o meu coração".

Foi, por tudo isto, um bom ano. Venha outro, que já estou à espera. Feliz 2017, meus queridos.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

Confraternizações pré-natalícias

Pessoas, sabeis como tenho mau-feitio. Imaginais, também, portanto, quanto me agastam trocas de prendas com plafond. Assim sendo, ide a este link amoroso da nossa revista Visão e leide. Lêde. Ledex. Lady. 

quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

Quando a comichão aperta

Comichões. Tenho-as aos hectolitros. Em todo o lado. E se há coisa que me dá bastante gozo é coçá-las, desde que se localizem num sítio decente e eu esteja numa situação em que tal não constitua um embaraço. E é aqui que a porca torce o rabo. Regra geral, as comichões dão-me nos sítios corporais mais estranhos e nos contextos mais mal-jeitosos. 

Hoje, por exemplo, acometeu-se-me uma daquelas bem assanhadas na parte de baixo do pé direito. E quando? Quando estava alegremente a conduzir. Portanto, estava a precisar urgentemente de coçar o pé do acelerador. Ora, como devem imaginar, pasmem, eu conduzo calçada, por isso não me ajudaria levantar por uns segundos o pé do acelerador para o coçar. Logo, fui a esmifrar-me e a contorcer-me todo o caminho até aos barcos, volta e meia batendo com o pé no chão, mas apenas quando ia em linha reta, para não perder o embalo e repetindo a operação a cada 200 metros. Quando finalmente consegui parar, já a brotoeja tinha passado.

Isto não é de todo o pior que já me aconteceu. Nós, mulheres, fomos educadas para nos comportarmos como senhoras, e ainda que eu seja um cruzamento de camionista com peixeira do Bolhão, continuo a ouvir na minha cabeça quando me apetece coçar-me que nem uma louca até me sair pele a vozinha de minha Avó "Para lá de coçar o rabo, parece que tem pulgas, raça da miúda!" Porque sim, confesso, tenho o ocasional prurido no bufunfo e preciso de o coçar. E é aqui que, ao longo da vida, fui desenvolvendo técnicas para o fazer sem me envergonhar, sobretudo quando me dá uns ataques urgentes e necessito de proceder ao belo do scratchy-scratchy em ambiente formal/profissional/salamaleico (palavra que inventei agora para caracterizar um ambiente cheio de salamaleques. Orgulho.). Como sou uma pessoa do bem e da luz, partilho as ditas táticas:
i) Procurar uma árvore de casca grossa e rugosa e esfregar lá a bunda como os gatos, mas como se estivéssemos a proceder a uma dança sensual, assim tipo enguia molarenga, para cima e para baixo e depois lateralmente.
ii) Procurar uma mesa e, fingindo que nos vamos sentar numa ponta, jogarmo-nos em fúria, de marcha atrás contra a quina, que coçará nosso béfe, proporcionando-nos bom alívio. Cuidado com esta manobra, aconselho treino, pois corre-se o risco de esgaçar cenas.
iii) Procurar uma pessoa magra e de ossos salientes e arranjarmos forma de tropeçarmos e esbardalharmo-nos em cheio com o traseiro num cotovelo, joelho ou qualquer parte saliente da dita. Depois, ao levantarmo-nos, proceder a um esfreganço bem vigoroso como se fossemos carochas viradas ao contrário com dificuldade em dar a volta. E vamos coçando alegremente a comichão.
iv) Procurar pessoas com próteses e dar-lhes o tratamento da alínea supra.
v) Ter sempre na mala um daqueles garfos de madeira compridos para nos coçarmos e sacarmos dele sempre que precisarmos. Mas como disfarçar que estamos a sacar de um garfo para nos coçarmos? Usando o dito como batuta e dado um concerto imaginário. Volta e meia, zingas, garfo no cu de repente. E are-hops, retorna-se ao concerto e assim sucessivamente. Sugiro a Cavalgada das Valquírias do querido Wagner, que tem partes bem esgroviadas que dá para brandir o instrumento furiosamente e levá-lo até ao rabo com relativa facilidade. Encarnemos a Valquíria louca com urticária que habita em todos nós. 

Espero de coração que estas estratégias vos sejam úteis no futuro e que, numa próxima reunião com o chefe, não fiquem quase roxos com uma comichão a assolar-vos um sovaco. Não que tal me tenha acontecido, claro.

sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Guia prático para atacar estrategicamente a Black Friday

Decidi que, dada a efeméride "Sexta-Feira Escurinha" que me tem deixado sem dormir derivado dos 300 mails por minuto de lojas a incentivar-me ao consumo, fazia sentido recuperar um texto que escrevi em tempos para a NiT e que penso será muito útil para o dia de hoje.

Serve este auxílio abnegado sobretudo para ajudar quem quer atacar em raide lojas com vários pisos e secções. É que as ditas podem ser um verdadeiro puzzle para quem não se encontra munido das armas e táticas militares para uma campanha bem sucedida. No fundo, a ideia é delinear um plano de ação tal como se fôssemos para a guerra. Com a vantagem de podermos escolher o uniforme que mais nos favorece em termos de corte e cor. E de marca também, que isso é muito importante para a motivação das tropas. A diferença é que somos generais de um homem (ou mulher) só, porque a melhor estratégia será mesmo irmos sozinhas(os), sem forjar qualquer tipo de aliança. 

Tratemos agora dos pormenores operacionais.

Passo 1: avançar no terreno em emboscada de cima para baixo. Assim, se esmorecermos, não há como desistir, uma vez que temos mesmo de descer os vários andares se quisermos sair, ou arriscamo-nos a dormir na loja. Pensando bem, com algum distanciamento, isto até nem me parece uma ideia muito má.

Passo 2: ir de barriga cheia para resistirmos a parar para comer uma bucha e assim atrasar as hostilidades. Nesta guerra, aquele blusão de cabedal não espera por nós, e enquanto suprimos a necessidade absolutamente mundana e frívola de nos alimentarmos, já um inimigo de papo cheio avançou pelos flancos e se açambarcou com aquele vestido que tínhamos debaixo de olho para o casamento da prima de Alverca.

Passo 3: não nos deixarmos intimidar pela guerrilha inimiga de usar vozes de comando em altifalantes a convencerem-nos a aproveitar as promoções nas trincheiras, quer dizer, na cave -2. Não passa de uma vil manobra de distração para que andemos para cima e para baixo tipo barata tonta e recuemos no terreno.
Passo 4: se necessário, recorrer a uma lista de compras como no supermercado, em que se substitui o arroz por sapatos, a fruta por brincos e os detergentes por vestidos lápis com gola redonda, ombros estruturados e mangas a três quartos. Tudo em prol de um saque delineado com rigor, já dizia Sun Tzu.
Por último, não esquecer: lançar quando necessário a artilharia pesada, que é para isso que servem as unhas e os dentes. Nesta batalha, vale tudo até arrancar olhos e abocanhar com os caninos peças de roupa agarradas pelas tropas adversárias em época de saldos. Sem misericórdia.
Soldados, se com esta cábula não procederem a um enfeiranço bem jeitoso, em verdade vos digo que não tendes solução. Dedicai-vos em alternativa a atividades menos perigosas e que exijam menos planeamento estratégico, como por exemplo, olaria. Suja é mais, mas não se pode ter tudo.


terça-feira, 22 de novembro de 2016

20 coisas que aprendi com isto da maternidade

Pessoas, cá vai mais um exercício catártico relacionado com as criaturas amorosas que habitam lá por casa e que por mim foram paridas. Desta feita, uma espécie de lista (estamos a entrar na altura delas) com o que aprendi com eles e graças a eles. Benzósdeus, coisas máilindas de sua Mãe, que os ponho ceguinhos de tanto beijo naqueles olhos. Ora ide aqui a este link amoroso.


quarta-feira, 9 de novembro de 2016

Caganda Trumpa

Estive aqui a tentar adivinhar os nomes dos departamentos que farão parte do reinado Trumposo. Tenho para mim que poderá ser qualquer coisa deste género:

- Departamento de Estado para o Financiamento ao Betacaroteno
- Pasta do Minoxidil, com a Secretaria de Estado do Alisamento Japonês e o Pelouro da Água Oxigenada de 20 Volumes
- Departamento do Fecha a Matraca, Eslovena Burra, Que Não Percebo Nada do que Dizes
Assessoria do Agarra a Hillary pela Fiarresga
- Centro de Controlo do Tiro ao Alvo ao Congolês e ao Porto-Riquenho
- Procuradoria-Geral do Nhanhanhanha Quem Manda Aqui Sou Eu e se Quiser Carregar Aqui no Botão Vai Esta Merda Toda ao Ar 

Sintam-se à vontade para, comigo, exorcizarem este demónio, vá, participem neste exercício de catarse! Enquanto podemos.